Conferências UNICNEC, VIII Mostra Integrada de Iniciação Científica

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Plano de tratamento em paciente DPOC: um estudo de caso
Rafaela Silveira Maciazeki, Camila da Silva Mellos

Última alteração: 2018-09-27

Resumo


A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é caracterizada pela presença de obstrução crônica do fluxo aéreo, geralmente progressiva e está associada a uma resposta inflamatória anormal dos pulmões à inalação de partículas ou gases tóxicos, causada principalmente pelo tabagismo e aos poluentes das grandes cidades. O processo inflamatório crônico pode produzir alterações dos brônquios, bronquíolos e parênquima pulmonar. A definição da doença é feita com base nos exames, histórico de saúde e sintomas como, falta de ar, dispneia a pequenos esforços entre outros. Na fisioterapia respiratória, várias práticas auxiliam na melhora dos sintomas como expectoração e funcionalidade do sistema respiratório. Este estudo tem o objetivo de avaliar paciente com DPOC e construir de um plano de tratamento fisioterapêutico com base na literatura, adequado as necessidades do paciente. Relato de caso: Paciente com 71 anos, diagnosticado com enfisema pulmonar e bronquite crônica moderada, ex-fumante e hipertenso. O paciente realizou 3 tipos de avaliação: primeiramente, exames clínicos já realizados anteriormente ao estudo (espirometria e RX), após, o Questionário do Hospital Saint George na Doença Respiratória (SGRQ) e por último a avaliação física que foi realizada através da aferição da pressão arterial e ausculta pulmonar. O questionário SGRQ indica que o paciente tem limitações funcionais. Na ausculta foi encontrado murmúrios vesiculares diminuídos, principalmente em base esquerda e a pressão arterial foi de 110/70mmHg. As referências bibliografias utilizadas foram: 3 periódicos, 1 livro e 2 sites. Plano de tratamento: Quando o paciente apresentar secreção (exacerbação da bronquite) podemos utilizar técnicas como a vibrocompressão que torna a secreção mais fluida, o que mobiliza para as vias aéreas maiores. A pressão expiratória após a vibrocompressão, tem função de carregar as secreções para os brônquios de maior calibre, para facilitar a excreção. Tosse ou huffing fornece um auxílio ao ato de tossir, expulsando a secreção mobilizada. A drenagem autógena aumenta o fluxo de ar nas vias aéreas mobilização de secreção das vias aéreas distais, para as proximais, facilitando a excreção do muco e melhora na ventilação pulmonar. Terapias de expansão pulmonar: inspiração fracionada e inspiração sustentada máxima estes dois exercícios podem ser feitos combinados com a elevação dos MMSS. Inspirometria de incentivo é a técnica que utiliza aparelhos que promovem um feedback do alcance de fluxo e volume desejado, que tem como objetivo a reexpansão pulmonar, aumento da permeabilidade das vias aéreas e fortalecimento da musculatura respiratória. A respiração diafragmática tem o objetivo treinamento e maior mobilização da musculatura diafragmática, aumentando volume da caixa torácica, consequentemente o fluxo de ar. Condicionamento cardiorrespiratório e físico geral: Atividade rítmica e aeróbica que incluem atividades como caminhada, andar de bicicleta e subida de escadas. Exercícios de força e endurance muscular causam fortalecimento dos grandes grupos musculares dos membros superiores e inferiores. Exercícios de flexibilidade alongam os grandes grupos musculares e da musculatura respiratória. Portanto comprova-se a importância da fisioterapia respiratória em pacientes DPOC, através de suas técnicas, melhorando o sistema respiratório, cardiovascular e melhorando a funcionalidade assim trazendo maior qualidade de vida para o paciente.


Palavras-chave


Fisioterapia Cardiorrespiratória, Tratamento, DPOC

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